quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

My clown self - ou de ontem em diante.



Parto-me.
Parto-me.
A poesia prevalece!
A poesia prevalece!

O primeiro senso é a fuga.
Bom, na verdade é o medo, daí então a fuga.
Evoca-se na sombra uma inquietudde, uma alteridade disfarçada, inquilina de todos os nossos riscos. A juventude plena e sem planos...


Se esvai.

O parto ocorre:

Parto-me.
Parto-me.
Parto-me.
Parto-me.

Aborto certas convicções.
Abordo demônios e manias.
Flagelo-me...
Exponho cicatrizes!
E acordo os meus com muito mais cuidado,
Muito mais atenção.
E a tensão, que parecia nunca não passar...
O servil que passou pra servir...
Pra discernir,
Harmonizar o tom,
O movimento-som...
Toda terra que devo do ar,
Todo voto que devo parir,
Não dever ao devir,
Nunca deixar de vir

com outros olhos
com outros olhos
com outros olhos.


Fernando Anitelli - Amadurecência

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