segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

[Título]



Não, você não leu errado. Não é uma falha na formatação.

Títulos.
Quantos você tem?
Não, não estou falando do de eleitor. Nem quero saber se você tem uma livraria ou locadora de filmes.
Doutor, Mestre, Graduando, Pai, Mãe, Avô, Tio, Namorado, Professor, Aluno...
Ao longo da vida colecionamos... títulos.
E eles são a pior merda que o ser humano já inventou; pior que o dinheiro, que é um c#raleo mas pelo menos serve para alguma coisa.
Lá na escola alguém disse que eu sou professor, mas esse título é carne de vaca. Hoje em dia qualquer idiota tira. Aí, dependendo da sua instituição de ensino, qualquer merda que você fala é válida.
Porque o título retira a necessidade de reflexão sobre o que é falado. As pessoas são autoridades porque as delegaram assim, não porque tiveram competência para merecer o respeito que exigem.
Faça isso porque sou sua mãe. Me obedeça porque sou seu professor. Não me responda, sou seu avô! Sou seu chefe, e ai de você se não me entregar essa porra pronta até o fim do dia.
O título também serve para idade. Eu já vi mais coisas nessa vida do que muito cinquentão por aí. No entanto porque eu não tenho cabelo branco e rugas, eu posso repetir o conselho que outra "pessoa experiente de idade"(leia-se: velho) me deu, e por eu ter 25 anos tem sempre um babaca que não leva a sério, seja mais velho ou mais novo do que essa besta que vos fala.
Cara, isso é um chute nas bolas. Você vê que uma coisa é o que ela é, mas porque você não está no alto escalão da vida não te dão crédito. Eu admito, do alto da minha ignorância, que se eu tivesse sido mais humilde e escutado gente mais nova do que eu, teria evitado muita dor de cabeça.
Bom, também não pode ser uma esbórnia. Não iria tratar a canela quebrada lá na quitanda da esquina; o estúpido lusitano mandaria deixar em infusão por alguns minutos e tomar com açúcar mascavo, ou mel, se tiver. Mas o fato é que um mero título não faz de ninguém bom em algo; a faculdade da vida não dá diploma, e não é porque eu tenho 25 anos e diploma, nem de inglês, que eu não devo ser levado a sério. Olha que já teve gente que quase se afogou por não ter escutado o chato aqui falando da correnteza.
E muito pelo contrário, o título de namorado, não autoriza nada. Autoriza a obedecer. Permite no máximo um ciúme moderado. É um título que carrega exigências, não regalias. Ao contrário do título de político(também conhecido como filho da p#ta para alguns), que permite roubar o povo com impostos pela hora da morte, trabalhar pouco ou quase nada e ainda votar aumento de salário(cada cabeça no palácio do planalto custa cerca de sessenta mil, entre salários e benefícios). Tadinhos. O reveillon em Bali tá caro, o que vocês estão pensando?
Eu só confio em um título. Atitude.
Todo ser humano é hipócrita em algum nível, porém para mim vencem os que o são menos. Acredito em ações, em trabalho, em melhora. Isso sim é um título respeitável. Mas infelizmente na nossa sociedade acreditam em um papel impresso ou em uma convenção qualquer... e aí não é necessário colocar a mão na massa, basta sentar no (de)grau que te deram na hierarquia, seguir a heteronomia parcial que a nossa sociedade impõe, olhar pra baixo na cascata e dar uma ordem.
Bom, se servir de alguma coisa para credencial, os meus títulos são:
Professor pobretão, namorado mau da princesinha da mamãe, aluno cheio de dps, filho e irmão sem noção, pseudo ator, metido a humorista só por achar que tem um blog e as pessoas vão rir do que ele escreve. Isso para não falar dos títulos baixos, como amigo e tio ausente. Mas esses não servem pra nada além de depreciar, e eu já tenho o suficiente disso ao meu redor, obrigado.
Tá bom assim? É o suficiente para ler até o final do post, pelo menos? Ou eu sou muito novo ou pouco experiente para escrever algo que preste?
Mas eu também vou ficar velho um dia, ou ter algum título superior nessa nossa sociedade do avesso. Aí qualquer bosta que eu falar vai ser levada a sério.

Ao som de: Lulu Santos & Gabriel o Pensador - Astronauta

domingo, 6 de dezembro de 2009

Ideologia, sim, eu tenho uma pra viver.


Eu vivo falando que esse Mundo tá do avesso. E isso não tem nada a ver com a bebida em cima da mesa, meu caro.
Essa molecada de hoje em dia cultua as coisas erradas, e a "Cultura"(cultura?) brasileira acaba ajudando.
Recebi um e-mail cujo assunto muito me interessou. "Cazuza, um idiota morto!"
Muita gente vai torcer o nariz, porque tem um bando de pessoas que adoram suspirar com aquelas letras embebidas em tristeza. Mas o cara não era coitadinho não.
"Concordo com o juiz Siro Darlan quando ele diz que a única diferença entre Cazuza e Fernandinho Beira-Mar é que um nasceu na zona sul e outro não."
Esse é um trechinho do e-mail. Cara, incrível como eu sempre tentei dizer esse tipo de coisa, mas nego só dá ouvidos quando vem de algum doutor, com título e tudo o mais.
Esse "poeta" escreveu letras tocantes, até aí tudo bem, embora afundar em tristeza não seja muito saudável, e não é do meu gosto. Mas não sei pra que cultuá-lo, fazer filme e tudo o mais. Conheço muita gente digna de ser lembrada, que fez muito mais do que ele e que mal é relembrada em obituário no jornal. O cara traficou drogas, transou com meio mundo e acabou pegando aids por conta disso, era um filhinho de papai mimado e mal criado pela mãe, já que o pai era ausente.
É esse um dos ídolos do Brasil? Ele morre e vira mártir, como se tivesse feito alguma coisa na vida de que devesse se orgulhar. Lembrando que ele só fez sucesso porque o pai era dono de gravadora. Quanta gente por aí tem talento mas não tem essa sorte?
Morreu de aids e na minha opinião, apenas pagou pelas merdas que fez. Claro que se há de ter compaixão com um doente; mas idolatrar um cara desse, que nada mais fez do que sofrer as conseqüencias de tudo o que fez e da criação que teve, na minha opinião, é errado.
Hoje em dia é "true" curtir músicas de bandas obscuras, com letras depressivas, vocalistas que choram, se cortam, lamentam sem nem saber o porque, nem o que...
"Ideologia, eu quero uma pra viver"
Será que ele queria mesmo?

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Senta aí, vamos tomar uma...


Senta aí, camarada. Não se acanhe que eu não sou de fazer cerimônia. Sabe, hoje eu estava conversando com a minha mãe... isso, ela é professora. Estávamos falando de um assunto um pouco chocante - as tais pulseirinhas do sexo. É, bicho, se fosse ruim ninguém fazia, eu concordo. Não tenho a menor intenção de bancar o puritano. Mas fala baixo que tem gente que pode se incomodar com esse assunto...
Enfim, a criançada tá usando sem sequer saber o que é. É uma moda que começou lá no exterior - só podia, como tem gente esquisita lá!
Cada cor equivale a um favor sexual, indo do abraço ao ato completo, com preliminares e tudo. A meninada usa, se uma pessoa estoura a sua, de acordo com a cor ela faz o que é determinado pelo "código" que foi inventado para isso. Pois é! um absurdo. Como se a gente já não tivesse gente transando à torto e à direito, agora estão erotizando as nossas crianças.
Sei lá, bicho, como eu disse eu não sou santinho. Mas tem gente que se incomoda quando eu digo que a nossa sociedade impõe e estimula o sexo - e hoje em dia o homossexualismo. Não, nada contra! eu tenho amigos gays e não tenho o menor problema com isso. Mas eu vou ser eternamente contra a apologia às drogas, sexo desenfreado e modinhas como ser bissexual ou coisas assim. Isso é coisa da senhora emeteve, entre outras. Será que as emissoras não se tocam que o conteúdo é inapropriado para a criançada, que está cada vez mais precoce? tem menina de 14 anos ensinando muita tiazona hoje em dia!
Pois é, cara, aí o papo rumou pra visita do excelentíssimo senhor ex-prefeito bebum. Rezava a lenda que o tranqueira tinha morrido, pode? Mas vaso ruim não quebra, Deus que me perdoe. Já chegou na sala gritando com um aluno da minha mãe e mandando ele sentar - pra depois dar sorrisinhos e dizer em discurso demagogo que se empenhou muito pela melhoria da escola.
Isso mesmo. Com o seu, o meu, o nosso dinheiro. O sacana não fez mais que a obrigação e quer confete. Aí eu já puxei o papo de eleição, claro, porque o mané vai se lançar a governador ano que vem. Tá, eu sei que você vive me falando que tenho de votar em alguém se quiser mudar alguma coisa, mas eu não voto, cara. Não me vem com essa conversa de achar alguém em quem eu confio, porque confiei em dois velhos conhecidos, e um foi pegar uma fatia do mensalão ao se tornar presidente da câmara e o outro maqueia a minha cidade mas aumenta a passagem e não coloca integração. Ônibus caro, lotado e preso no trânsito mal planejado. E ainda querem me obrigar a votar nesses sacanas, dentre os quais estão os caras que votam nossas leis mas só fazem aumentar os caprichos da própria ganância - dezoito mil de salário, cinco mil para comprar terno... e por aí vai, chegando a sessenta mil por cabeça.
Bom, meu caro, eu vou indo nessa antes que eu fique alto demais, tenho que trabalhar e estudar amanhã, porque minha vida não é mole não. Não sou político, não uso pulseirinha do sexo e ninguém facilita pra mim. A gente se vê no próximo papo aqui no boteco. Saúde!