
Garçom, desce mais uma!
Cara, cerveja é algo amargo... mas que aprendi a apreciar.
Acho que na vida passamos por momentos doces, amargos, agridoces... tem gente que vive azeda, e de salgados já bastam os preços das coisas.
E eu notei que eu parei no mesmo sabor por tempo demais... ando amargo e perdendo a doçura que já possuí um dia.
Mas sabe de uma coisa? é como fazer um pedido em um restaurante. Vai do gosto do freguês!
E eu não quero mais ter gosto de jiló com um toque de cabo de guarda-chuva. Amarga, só minha cervejinha. E que daqui pra frente eu continue apimentado, isso sim!
Resolvi então ressuscitar alguma coisa das poesias que escrevi quando fiz Letras... talvez soem juvenis e apaixonadas por demais... mas se meus dias tinham um gosto bom naquela época, por que não repetir a dose agora? Prometo não omitir nenhuma parte nem fazer as correções que eu faria hoje em dia...
"Dorme, minha menina. Dorme o sono dos arcanjos sublimes. Indago que sonhos se passam em ti neste momento. Será que estarei neles? Observo-a e meus pensamentos flutuam, enamorados pela tua respiração tranquila.
Penso em tocar-te, mas não devo... não se acorda um anjo que dorme sereno e belo, pecado condenável com o exílio longe deste ser encantado. Perduro então apenas admirando, inebriado por cena tão cativante, cativante para este mortal tão cansado, que raras vezes tem contato com estes zéfiros do amor, mensageiros da vontade divina.
Súbito despertas, e é mais belo o teu sorriso... uma risada bate aos meus ouvidos e toca meu coração. Despertas, e é quase ou tão mais encantadora do que em teu sono profundo. De ti irradia um brilho incomum, e paira sobre minha face um olhar que jamais saberei descrever. Perca tuas asas por mim, arcanjo, torna-te mortal e vive ao lado daquele que te admira"
Esta foi uma espécie de "prosa poética", ou qualquer que seja o nome que se dê a isso, escrita enquanto eu observava... alguém dormindo, e isso basta.
Dos montes as brumas
geladas escuras
A névoa, o gelo
escutas! escutas!
É noite, ´stá frio
é curto o pavio
da vela que treme
pirata! navio!
Aporta, ancora
o silêncio lá fora
algo denuncia
embora! embora!
A vil emboscada
na água gelada
sussurros na noite
armada! armada!
Brandir de espadas
subir de escadas
silêncio mortal
sem mais emboscadas!
Cruel o açoite
finda a noite
Tranquilo o lugar
eu vou descansar
Esta não tem nome e provém dos meus devaneios de tanto ler e assistir histórias de piratas, cavaleiros, elfos e coisas fantásticas que povoam a minha mente.
Bom, é isso. E a sua vida, que gosto tem?
Ouvindo The Verve - Bittwersweet symphony

Esse Henrique que escreveu esse poema da menina dormindo (era meu preferido, lembra???) é o Henrique que eu gosto... rs.
ResponderExcluirBeijo!
Minha vida tá doce doce... ai, ai.