domingo, 6 de dezembro de 2009

Ideologia, sim, eu tenho uma pra viver.


Eu vivo falando que esse Mundo tá do avesso. E isso não tem nada a ver com a bebida em cima da mesa, meu caro.
Essa molecada de hoje em dia cultua as coisas erradas, e a "Cultura"(cultura?) brasileira acaba ajudando.
Recebi um e-mail cujo assunto muito me interessou. "Cazuza, um idiota morto!"
Muita gente vai torcer o nariz, porque tem um bando de pessoas que adoram suspirar com aquelas letras embebidas em tristeza. Mas o cara não era coitadinho não.
"Concordo com o juiz Siro Darlan quando ele diz que a única diferença entre Cazuza e Fernandinho Beira-Mar é que um nasceu na zona sul e outro não."
Esse é um trechinho do e-mail. Cara, incrível como eu sempre tentei dizer esse tipo de coisa, mas nego só dá ouvidos quando vem de algum doutor, com título e tudo o mais.
Esse "poeta" escreveu letras tocantes, até aí tudo bem, embora afundar em tristeza não seja muito saudável, e não é do meu gosto. Mas não sei pra que cultuá-lo, fazer filme e tudo o mais. Conheço muita gente digna de ser lembrada, que fez muito mais do que ele e que mal é relembrada em obituário no jornal. O cara traficou drogas, transou com meio mundo e acabou pegando aids por conta disso, era um filhinho de papai mimado e mal criado pela mãe, já que o pai era ausente.
É esse um dos ídolos do Brasil? Ele morre e vira mártir, como se tivesse feito alguma coisa na vida de que devesse se orgulhar. Lembrando que ele só fez sucesso porque o pai era dono de gravadora. Quanta gente por aí tem talento mas não tem essa sorte?
Morreu de aids e na minha opinião, apenas pagou pelas merdas que fez. Claro que se há de ter compaixão com um doente; mas idolatrar um cara desse, que nada mais fez do que sofrer as conseqüencias de tudo o que fez e da criação que teve, na minha opinião, é errado.
Hoje em dia é "true" curtir músicas de bandas obscuras, com letras depressivas, vocalistas que choram, se cortam, lamentam sem nem saber o porque, nem o que...
"Ideologia, eu quero uma pra viver"
Será que ele queria mesmo?

3 comentários:

  1. Acho que se a música dele fez diferença, tá valendo. A música, a energia, whatever. Se alguém tem idolatria por ele, só lamento. A idolatria em si é lamentável. Pelo Cazuza, pela Madonna, pelo Papa, pelo Lula, por Jesus Cristo. Tanto faz, a idolatria não é saudável. De resto, se acrescentou ou se a música fez sucesso, a sorte é dele, não é?

    Ideologia, cada um com a sua...

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  2. É meu irmão, gostei do blog, como sempre a sua visão de mundo surpreende. Apoio o que disse...e o que a Julia disse também...apenas não concordo com relação a ele ter feito sucesso por outros meios que não o próprio talento....o cara cantava de uma forma gostosa de se ouvir, e o barão vermelho toca muito, até hj...poderia ter sido mais difícil....mas que o sucesso chegaria...isso sim chegaria, de uma forma ou de outra !!!

    Abraço

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  3. Bem, como o "carlexrp" disse ou sucesso chegaria com certeza. Quando ao resto, em uma entrevista a alguns anos atrás, perguntaram para a mãe do Cazuza, qual era o legado deixado pelo filho dela... a velha não soube responder (não é de se supreender).

    Abraços

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